Informações técnicas


Este blog é dedicado à divulgação das atividades do Clube de Astronomia e do Observatório Astronômico Didático Capitão Parobé do Colégio Militar de Porto Alegre.

Localização

Pátio do 1º CTA, Rua Cleveland, 250, com entrada pelo 1º CGEO, antiga 1a. DL, bairro Santa Tereza, Porto Alegre

Rio Grande do Sul – Brasil

30º03’55”SUL 51º13’04”NORTE

Altitude: 69m

Características óptico-físicas do telescópio Celestron C11

Sistema óptico: Catadióptrico Schmidt-Cassegrain; Abertura (D): 11pol (279,4mm); Distância focal do espelho primário(F): 110,2 pol (2799,1mm); Razão focal (número f) = F/D: f/10; Maior aumento útil: 660X; Menor aumento útil: 42X; Poder de resolução (s) = 11,6”/D: 0,42”; Resolução fotográfica: 200 linhas/mm; Poder de concentração de luz: 1593X; Magnitude visual limite m lim = 7,5 + 5log (D): 14,73; Foco próximo com ocular: 60’; Foco próximo com câmera: 60’; Comprimento do tubo óptico: 25 pol (635,0mm); Massa: 27,5 libras (12,5kg).

Características óptico-físicas do telescópio Celestron CPC800

Sistema óptico: Catadióptrico Schimidt-Casegrain; Abertura: 8pol (203,2mm); Distância focal: 2032mm (80”); Número f: f/10; Maior aumento útil: 480X; Menor aumento útil: 29X; Poder de resolução: 0,57”; Resolução fotográfica: 200linhas/mm; Poder de concentração de luz: 843X; Magnitude visual limite: 14,04; Comprimento do tubo óptico: 17” (43,18cm); Massa: 42 libras (19,1kg).

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

A OCULTAÇÃO DO PLANETA MARTE PELA LUA

Na madrugada do dia 09/08/2020, no horário compreendido entre 5h00 e 6h20 a Lua ocultou visivelmente o planeta Marte sobre os céus de Porto Alegre e sobre os céus de mais algumas centenas de cidades pelo mundo.

 

Para acompanhar o fenômeno, a equipe do Observatório Astronômico Didático Capitão Parobé, constituída pelos professores SC MS Luiz Carlos GOMES, do CMPA e Cap QAO R1 Prof. MS Gentil Cesar BRUSCATO, do Colégio Farroupilha, preparou seus equipamentos e já uma semana antes colocou-se a postos para um acompanhamento detalhado para obter imagens do evento. Aliás, devido ao horário e o cumprimento dos protocolos de prevenção contra a COVID 19, o evento não foi tornado público, mantendo-se reservado à equipe operacional.

http://www.lunar-occultations.com/iota/planets/planets.htm

 


 

Apesar de não ter tornado publico o evento, fomos agraciados pela presença do Comandante do Colégio Militar de Porto Alegre, Cel Cav SAUL Marques Machado Junior e sua esposa, Sra Nilta Carina Menna Barreto Machado, que prestigiaram a atividade e aproveitaram para conhecer o ambiente e tomar contato com os trabalhos desenvolvidos tanto no Observatório quanto nas atividades do Clube de Astronomia do CMPA. Ficamos muito contentes e honrados com a participação do casal, que, pelo que sentimos, curtiram muito observar através do telescópio os planetas Júpiter e Saturno, algumas estrelas duplas e a Caixinha-de-Jóias (NGC 4755), com a mesma emoção que os alunos sentem ao tomarem contato pela primeira vez com tais atividades.

 

Também compareceu ao ambiente do Observatório o Ten Gabriel PITHAN, do 1 CEGEO, que naquela noite cumpria o compromisso de Oficial de Dia, que em vários momentos apareceu preocupando-se com nossa segurança.

 

O evento só não teve o sucesso e os resultados esperados devido ao forte nevoeiro e densa neblina que cobriu a capital a partir das 21h00. Ficando impossível qualquer atividade de observação, encerramos as atividades em torno de 2h00.

 

Para se ter uma ideia do que ocorreu no evento, e que foi visível em outras localidades  do planeta Terra, publicamos aqui uma foto postada na página do Facebook de Marcelo Souza, de autoria de Sérgio Scauso.

 


 

(https://www.facebook.com/search/top/?q=marcelo%20souza&epa=SEARCH_BOX)

 

 

sábado, 25 de abril de 2020

Conjunção Lua - Vênus - Aldebarã.

      No início da noite deste sábado foi possível assistir no céu mais um espetáculo da natureza. A Lua (nosso satélite natural), Vênus (conhecida pelos antigos como estrela Vésper, quando vista no início da noite) e a estrela Aldebarã da constelação do Touro, formaram uma interessante conjunção.

      Apresentamos uma sequência de fotos obtidas das proximidades do Colégio Militar de Porto Alegre (prédio que aparece parcialmente em três das quatro fotos publicadas).

      Para uma melhor identificação a Lua aparece com uma formato de foice, abaixo e a esquerda das fotos, o ponto mais brilhante acima da Lua é a estrela Aldebarã e Vênus aparece à direita das fotos com o ponto brilhante que se destaca.

      Apesar da estreita faixa da Lua que refletia luminosidade para nosso planeta a magnitude deste astro era de -7,7, a magnitude de Vênus  -4,7 e a magnitude de Aldebarã 0,85. Por estas informações pode-se perceber que quanto menor o valor da magnitude mais brilhante é o astro.

      Para efeitos de comparação a magnitude de nosso Sol é de -26,7. (Nos referimos neste texto a magnitude aparente dos astros.)

 Nesta cena fizemos uma foto mais aproximada de Vênus, que se for ampliada suficientemente poderá se visualizar que o planeta está em fase, ou seja, somente parte do disco de Vênus reflete a luz do Sol para a Terra.
Configuração da foto:
Câmera Nikon D3100, lente 200mm, ISO 1600, 1/5 s, F 5.6.

Nesta sequência de fotos, além de perceber, pela posição relativa dos astros com relação ao prédio do CMPA, foram obtidas em horários ligeiramente diferentes, há também diferenças de ISO (sensibilidade) e tempo de exposição da câmera.
Configuração da foto: Câmera Nikon D3100, lente 55mm, ISO 400, 1,3 s, F 4.5.




Configuração da foto: Câmera Nikon D3100, lente 55mm, ISO 800, 2,0 s, F 4.5.



Configuração da foto: Câmera Nikon D3100, lente 55mm, ISO 1600, 1,3 s, F 4.5.

sábado, 22 de junho de 2019

Clube de Astronomia do Colégio Farroupilha estuda o céu no solstício de inverno.




Na noite de 21 de junho de 2019, solstício de inverno, os estudantes do Clube de Astronomia do Colégio Farroupilha e seus familiares realizaram visita de estudos ao Observatório do CMPA. 
        A grande atração da noite foi Júpiter que pode ser visualizado através de binóculos e telescópios. Também foram visualizados Alfa Centauri, um sistema triplo de estrelas com duas visiveis ao telescópio, além de localização de constelações, ecliptica, pontos cardeais e localização do polo celeste Sul pela técnica de prolongamento do eixo maior da constelação do Cruzeiro do Sul.








quarta-feira, 15 de maio de 2019

Alunos do Curso de Geografia da UFRGS visitam o Observatório do CMPA



Doze alunos do curso de Licenciatura em Geografia da  UFRGS, coordenados pela professora Dra. Ivaine Maria Tonini, da Faculdade de Educação Departamento de Ensino e Currículo Programa de Pós-Graduação em Geografia Núcleo de Estudos em Educação em Geografia, compareceram ao observatório astronômico do CMPA na noite de 14 de maio de 2019 para realizarem estudos e discussões a respeito da didática e reconhecimento do céu. Apesar da noite nublada e muito úmida, sob orientação dos professores SC MS Luiz Carlos Gomes e 2 Ten OTT Dra Sabrina Richter, do CMPA e Cap QAO R1 Gentil Cesar Bruscato, do Colégio Farroupilha,  conseguimos localizar algumas constelações e estrelas notáveis, tais como Órion, Crux, Musca, Centaurus, Via-Láctea, Sirius, Canopus, Betelgeuse, Alfa Centauri, e outras tantas. A Lua apareceu entre nesgas de ceú limpo e nuvens e pôde ser observada através do telescópio Celestron C8 fascinando a todos. Ao final o grupo conheceu as instalações internas do observatório, aprendendo como funciona o controle remoto do telescópio, a abertura do teto e a forma de apontamento dos aparelhos.

EEEF Piauí visita o Observatório do CMPA

Na noite de 17 de abril de 2019 recebemos a visita de 12 alunos do Sexto e Quinto Anos da Escola Estadual de Ensino Fundamental Piauí, coordenados pela professora Eugenia Porto dos Santos. Apesar da noite com tempo ruim, muito nublada, conseguimos palestrar sobre as origens da astronomia, seus propósitos e a atualidade das descobertas. Foi feita uma visita recheada de muitas perguntas pelas dependências do Observatório, onde os alunos puderam ver como se opera o telescópio através do controle remoto pelo computador, vibraram com a abertura do teto e curtiram com muitas fotos o contato com os equipamentos de alta precisão. Ao final, muito satisfeitos, ainda puderam observar a Lua através do telescópio externo de 8 polegadas, que ficou visível por entre nuvens, o que facilitou bastante sua observação, pois estava quase cheia. Toda a atividade foi coordenada e orientada pelo professor SC MS Luiz Carlos Gomes, do CMPA.



sábado, 2 de fevereiro de 2019

Aluno do CMPA participa de prova seletiva para as Olimpíadas Internacionais de Astronomia

No período compreendido entre 03 e 06  de fevereiro de 2019 o aluno Vitor Becker BRAGA, atualmente cursando o Primeiro Ano do Ensino Médio do CMPA e o professor de física, MS Luiz Carlos GOMES, estarão em Barra do Piraí, RJ, participando da Escola de Astronomia visando classificação do aluno para participar das olimpíadas internacionais de astronomia de 2019, a saber, Olimpíada Latino-Americana de Astronomia (X OLAA) na cidade de Puebla no México, em outubro, e InternationalOlympiad of Astronomy and Astrophysics (XII IOAA) na Hungria, em agosto.



Para chegar a essa seleção o aluno BRAGA e mais 800.000 alunos de todo o Brasil participaram da primeira fase da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica de 2018 (XXI  OBA) realizada em maio daquele ano. Desses 800.000 alunos foram selecionadas as melhores 1.000 notas para participarem de outra seleção através da resolução de três provas realizadas online. Para essa fase, o CMPA teve aprovados quatro alunos: Vitor Becker BRAGA, Nono Ano EF, LUCCA PRÁ Scherer, Nono Ano EF, João Pedro TEDESCO, Primeiro Ano EM e Gabriela VOLPI, do Segundo Ano EM.

Desses 1.000 alunos saíram apenas 150, dentre eles o aluno BRAGA, para uma última seleção que tirará 15 alunos apenas para participar das olimpíadas internacionais, sendo que desses 15 teremos 5 como suplentes. Essa última seleção agora é feita presencialmente ao longo de três dias, quando os alunos revezam aulas práticas e provas de seleção. Essa atividade presencial ocorre no Hotel Fazenda Ribeirão, BR 393 (Rodovia Lúcio Méier), km 247, Barra do Piraí, RJ.

Queremos agradecer o empenho do Comandante do CMPA, Cel Claudio Emmanuel FAULSTICH Alves, que se empenhou para a conquista de recursos para que o aluno BRAGA pudesse comparecer ao evento e, com certeza, um grande agradecimento à AACV, representada pela figura do TC Mário Gilberto da Silva LESCANO, que sempre, em todas as vezes que participamos de eventos dessa monta, financiou o custo das passagens aéreas para professor e aluno, bem como estadia e gastos do professor acompanhante.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Eclipse total lunar de 21 de janeiro de 2019

Conforme vinha sendo anunciado, na madrugada de hoje ocorreu o eclipse total da super-lua visível integralmente em todas as Américas. Porém, em Porto Alegre, tivemos uma grande frustração, pois quem ficou acordado durante a madrugada para ver o fenômeno viu pouca coisa, devido ao grande numero de nuvens no céu que escondiam o fenômeno.

Mas sempre temos gente teimosa que insiste em enfrentar com o maior otimismo as agrurias que nos cercam nos momentos mais importantes. Entre essas pessoas teimosas e otimista encontramos o professor Bruscato, que nos presenteou e testemunhou com algumas belas fotos o eclipse, que poderá se repetir novamente em janeiro de 2021.



Para completar, o professor Bruscato remeteu algumas de suas fotos para o site Spaceweather, para divulgação mundial. Conferir em

http://spaceweathergallery.com/indiv_upload.php?upload_id=151174

domingo, 20 de janeiro de 2019

Seu Guia para o Eclipse Total da Super-lua de Janeiro de 2019






A primeira lua cheia de 2019 encontra a sombra da Terra em um eclipse total amplamente visível na noite de 20 a 21 de janeiro. Aqui está um guia sobre o que esperar.

By: Bob King | January 9, 2019



Um total de 62 minutos de luxo da totalidade. Isso é o que podemos esperar na madrugada de 21 de janeiro, quando a Lua Cheia faz uma dança lenta através da umbra da Terra (a região mais interna e mais escura da sombra). O último eclipse lunar total sobre as Américas aconteceu na madrugada de 31 de janeiro de 2018.

Se você é adepto de comparar tamanhos de Lua Cheia, examine a Lua durante o eclipse. Parece maior que o normal? Na verdade é! O perigeu, quando a Lua está mais próxima da Terra, ocorre apenas cerca de 14 horas após o eclipse máximo. Isso faz com que seja uma super-lua, definida como uma lua cheia que chega a 90% da sua aproximação mais próxima da Terra. O diâmetro angular médio da Lua Cheia é de 31 minutos de arco, mas durante o eclipse serão 2,2 minutos de arco mais largos.

Existem muitas maneiras de aproveitar um eclipse lunar. A olho nu, você pode observar o imponente progresso da Lua dentro e fora da sombra da Terra e sua incrível transformação em cor e brilho. Os binóculos tornam as cores do eclipse mais vivas e proporcionam excelentes vistas 3D da Lua totalmente eclipsada suspensa entre as estrelas. Um telescópio revelará cores sutis na sombra da Terra, bem como "mini-eclipses" de crateras e outras características lunares, à medida que a sombra as cobrir uma após a outra.

A diversão começa cedo durante a fase da penumbra, quando a Lua desliza para dentro da penumbra da Terra, ou sombra externa. Apesar de inicialmente invisível, você deve começar a notar o sombreamento da penumbra por volta de 20 a 30 minutos, quando a sombra translúcida tingir a borda inferior esquerda (leste celestial) da Lua em um cinza sutil. Procure por uma aparência embotada ou "suja".

A umbra vem em seguida, anunciando sua presença como uma mordida escura e crescente na roda de queijo lunar. Teste sua percepção de cor observando quantos minutos de eclipse parcial você vê a cor na sombra da Terra.

Em algum momento durante as fases parciais, pegue seus binóculos e examine a borda da sombra. Muito confuso, não é? A sombra da Terra tem uma borda suave pela mesma razão que uma árvore lança uma sombra difusa. Como o Sol é um disco estendido em vez de um ponto de luz, a luz de um lado do disco se derrama em áreas que o outro lado do Sol não consegue alcançar e vice-versa. Este "derramamento" suaviza e difunde a borda da sombra. Apenas fontes pontuais como Vênus podem criar sombras com bordas definidas.

Enquanto você está assistindo, você também notará que a sombra é curva, uma pista que observadores antigos costumavam deduzir que a Terra deve ser esférica. Aristóteles escreveu no seu livro “Sobre os Céus”:

“A terra é esférica ... em eclipses o contorno é sempre curvo: e, como é a interposição da terra que faz o eclipse, a forma dessa linha será causada pela forma da superfície da Terra, que é, portanto, esférica. "

Dois minutos antes da totalidade, apenas a borda da Lua ainda permanece na luz do sol (e a luz do sol na penumbra!) Em impressionante contraste com os sombrios e belos vermelhos e laranjas que tingem o resto do disco lunar. Se a Terra não tivesse atmosfera, a Lua desapareceria completamente dentro de sua sombra. Então, poderíamos vê-lo apenas com a visão privilegiada sob o céu rural, como um disco preto em silhueta contra o brilho débil do gegenschein.

Nós somos resgatados desta terrível situação pela luz solar que é refratada ao redor da circunferência da Terra e na sombra do planeta. Como os raios solares raspam o limbo da Terra da mesma maneira que fazem no nascer e no pôr do sol, as cores mais frias são espalhadas pela atmosfera, deixando as mais quentes para filtrar e pintar a Lua em lindas cores quentes, cuja intensidade tem muito a ver com o estado da atmosfera da Terra. Se relativamente livre de materiais como aerossóis vulcânicos, o eclipse será brilhante, mas se não, a Lua pode às vezes ficar tão escura a ponto de ser difícil de encontrar em um céu poluído pela luz.

Tome um minuto durante a totalidade e finja que você é um astronauta parado na Lua olhando para a Terra. A primeira coisa que você notaria é uma grande queda de temperatura. O Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) da NASA mediu declínios na ordem de 250 ° F durante o eclipse de junho de 2011. Agora, olhe ao redor e você verá as rochas brilhando como uma laranja esfumaçada, enquanto a borda vermelha vibrante do disco enegrecido da Terra cobre lentamente o Sol em um eclipse solar total.

Como a Lua cruza a sombra da Terra bem ao norte do centro da umbra, o limbo norte deve ser relativamente brilhante em toda a totalidade em comparação com o sul. Preste atenção a mudanças sutis na iluminação e matiz enquanto a Lua se move através da umbra, e por todos os meios observe o evento a partir de um local do céu escuro. Dessa forma, você pode apreciar completamente a estranha quietude que se espalha pela terra quando a luz da lua é totalmente apagada, e as estrelas e a Via Láctea retornam com força total.

Com o brilho da Lua apagado, observadores que utilizem telescópios terão a chance de ver a Lua ocultando várias estrelas na constelação de Câncer. Para mais detalhes, acesse o site Grazing OccultationMaps, de Eberhard Riedel.

A escuridão recente também revelará uma presença difusa a cerca de 6 ° a leste da Lua avermelhada - o Aglomerado da Colmeia. Ambos se encaixam em binóculos de campo amplo. Se você quiser fotografar o par, use uma distância focal de 150 mm ou menor, sua configuração de lente mais ampla, uma ISO de 800 a 3200 e exposição de 15 a 30 segundos. Para um guia completo sobre a fotografia do eclipse lunar, visite o site Mr. Eclipse de Fred Espenak.

Quando a totalidade termina, o limbo lunar volta a entrar na luz solar filtrada. O eclipse agora corre em sentido inverso à medida que a Lua lentamente se desprende da sombra da Terra e as estrelas voltam a se esconder.

Do começo ao fim todo o evento durará mais de 5 horas, embora eu duvide que a maioria de nós fique até o amargo fim. Uma noite há muito tempo, eu fiquei. Quando finalmente estava pronto para dormir, dei uma última olhada e vi uma Lua branca brilhante brilhando quase no céu como se nada tivesse acontecido.

Se o mau tempo ameaçar ou você viver na zona sem eclipse, você pode assisti-lo via transmissão ao vivo no Projetode Telescópio Virtual de Gianluca Masi, Timeanddate.com e SLOOH.




Horários das fases do eclipse para Porto Alegre, segundo o software SkyMap Pro Version 10, C. A. Marriott, 1992 - 2003.

Lua entra na penumbra:
2019 jan 20 23:34:43
Lua entra na umbra:
2019 jan 21 00:33:16
Início da totalidade:
2019 jan 21 01:40:30
Máximo do eclipse:
2019 jan 21 02:11:59
Fim da totalidade:
2019 jan 21 02:43:30
Lua sai da umbra:
2019 jan 21 03:50:44
Lua sai da penumbra:
2019 jan 21 04:49:15



sábado, 19 de janeiro de 2019

Observatório Capitão Parobé recebe visita de aluno norteamericano


Nas  datas de 9 e 10 de janeiro de 2019 recebemos em nosso Observatório a visita do cidadão norte-americano Kirk Long. Kirk é estudante de Graduação em Física, com ênfase em Astrofísica, na Boise State University em Boise, Idaho. Kirk trabalha nos finais de semana no Observatório de Bruneau SandDunes, operando vários grandes telescópios na promoção de eventos para o público. Particularmente, orgulha-se de operar também um telescópio dobsoniano de 25 polegadas de diâmetro - o maior telescópio de Idaho. Kirk tem 21 anos e vai se formar no ano que vem em Boise State e espera cursar Ph.D em  astrofísica.

Kirk esteve em visita no Brasil por um período que contou com mais de uma semana de estadia, sendo recepcionado pelo casal Ellen e Bruno Azambuja, antigos alunos do CMPA, turma 2009, que também o ciceronearam na visita ao Observatório.

O interesse de Kirk em conhecer nosso Observatório Astronômico acendeu, quando se organizava para visitar o Brasil. Ainda nos EUA, antes de viajar para o Brasil, ele pesquisou a existência de observatórios para serem visitados em sua viagem e a possibilidade de conhecer as constelações e astros do hemisfério sul, que não estão visíveis no hemisfério norte. Coincidências das coincidências, o casal que o recebeu é constituído de antigos alunos do CMPA, colégio que se orgulha de ser a única escola de Ensino Fundamental e Médio do Brasil a coordenar um projeto de observações astronômicas a partir de um observatório astronômico, dentro de um projeto maior que integra todo o nosso país, que é o projeto Telescópios na Escola.


Somando-se as coincidências, o antigo aluno Bruno é filho do Cel José Herculano Azambuja Júnior, que foi nosso último comandante, pelo período de 2016 – 2017, grande incentivador do projeto e responsável pela grande última reforma do espaço físico do Observatório.

O único ponto negativo do evento foi o fato de as duas noites da visita do Kirk estarem completamente nubladas, o que inviabilizou por completo a exploração do céu, como era seu interesse primordial. Mas para compensar, na manhã do dia 11 ele visitou o CMPA e conheceu o Laboratório de Física, onde, orientados pela 2ª. Ten OTT Profa de Física Dra Sabrina Richter, pôde realizar algumas experiências que envolveram o funcionamento de uma máquina a vapor, a construção das sombras coloridas e brincadeiras com o gerador eletrostático Van de Graaff.


Participaram da visita ao Observatório, além de Kirk e o casal Bruno e Helen, o professore MS Luiz Carlos Gomes, Coordenador do Observatório, 2ª. Ten OTT Profa de Física Dra Sabrina Skrebsky Richter e o Cap QAO R1 Professor MS Gentil Cesar Bruscato, do Colégio Farroupilha, operador e técnico voluntário.

Queremos agradecer ao Cap Iltair Diehl e ao Sgt Campos, ambos do 1 CTA pela disponibilidade em agilizar o ambiente para o evento, e também ao Sd Dariva da Seção de Relações Públicas do 1 CGEO pela organização e cientização do Corpo da Guarda na recepção.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

CONSTRUINDO UM PLANETÁRIO

O link a seguir mostra como podemos construir um pequeno planetário em casa para auxiliar nosso estudo  dos fenômenos celestes. Nesse pequeno planetário podemos desenhar as linhas do equador celeste, da eclíptica, os pontos cardeais (N, S, L, O), além de algumas estrelas e constelações que conhecemos em cada estação. 




Bibliografia

http://www.pontociencia.org.br/experimentos/visualizar/planetario-de-pobre/238
http://astro.if.ufrgs.br/esf.htm

sábado, 28 de julho de 2018

Eclipse da Lua visto desde Porto Alegre

No entardecer do dia 27 de julho de 2018 conseguimos apreciar um pouco o eclipse total lunar no ambiente do Observatório Astronômico Didático Capitão Parobé, do CMPA. Quase que não conseguimos registrar nada, pois o dia amanheceu, como todos os outros dias da semana, nublado, fechado, com nuvens carregadas. Foi um dia úmido. Na realidade, até tínhamos pensado em realizar

 um evento para a observação do céu para o público do CMPA e demais interessados,em geral, depois de acontecido o eclipse, mas cancelamos a atividade e nos dispersamos. Por uma questão mais de teimosia que de certeza, o Prof. Gomes após o meio-dia dirigiu-se para o Observatório para ver se conseguiria "pescar"alguma imagem, caso o tempo melhorasse. Qual não foi nossa surpresa, às 16h00 o tempo começou limpar e comuniquei que estava a postos. Imediatamente recebi mensagem pelo Whatsapp que a professora aposentada do CMPA, Maria Helena Gravina, estava a caminho com sua irmã, também professora aposentada, pela UFRGS, Maria Alice Gravina.
Criamos um belo ambiente regado a chimarrão e muita conversa em torno da expectativa do que poderíamos ver do eclipse. Logo após se aprochegaram também o SubTen SANDRO Marcelo de Souza Bezerra, com sua esposa Cristiane Maciel de Souza Andrade e seus filhos Julia e Felipe, moradores do residencial do 1 CTA. A senhora Crisitiane já é conhecedora do nosso trabalho, pois em 2016 trouxe para o Observatório turmas de alunos do Colégio Rosário, onde é professora de Geografia, e sempre que vê movimento no Observatório dá uma aparecida para ver se acompanha nossos trabalhos.  No final conseguimos ver boa parte do etapa final do eclipse, que foi a saída da Lua da umbra da Terra. Conseguimos algumas boas fotos apesar da alta umidade da atmosfera. O Sub Ten Sandro também tirou belas fotos com sua câmera. 

Além de apreciarmos a evolução do eclipse da Lua, apreciamos também, desde antes do escurecer, a presença muito brilhante do planeta Marte, que também estava em evidência, pois no dia 27 Marte e Terra se encontravam na maior aproximação possível para a época. Todos puderam apreciar também os planetas Vênus, Júpiter e Saturno, além de algumas estrelas e constelações notáveis. Mercúrio não pôde ser visto porque as nuvens no horizonte oeste estavam muito espessas.







quarta-feira, 11 de julho de 2018

Época de eclipse total da Lua, de ver Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno

Mês de julho é época de vermos à vista desarmada (olho-nu) várias efemérides no céu noturno. Há tempos já estão visíveis no céu os cinco planetas: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. Onde encontrá-los? 

Sempre é bom termos a orientação de alguém que já esteja acostumado a olhar o céu para nos mostrar a localização exata dos astros. Vamos tentar neste blog ajudar na localização dos planetas e por último discorreremos sobre o eclipse. As orientações que seguem são válidas para Porto Alegre, entre os dias 11 de julho e 27 de julho de 2018. Os horários estão todos aproximados, podendo diferir em alguns minutos.

Mercúrio: aparece como uma estrela de brilho fraco logo após o por-do-sol. Espere o sol se por e fique olhando atentamente para o poente. Trace uma linha mentalmente que una o oeste com o leste e sobre essa linha, a poucos graus de altura de onde o Sol se pôs ele estará visível. Se põe em torno de 19h30.

Vênus: mesma orientação que foi feita para a observação de Mercúrio. Com uma vantagem. É um astro muito branco e brilhante que para olharmos diretamente será necessário inclinarmos a cabeça um pouco para cima, pois está mais alto que Mercúrio. Se põe em torno de 21h00.

Marte: no dia 11 de julho nasce em torno de 19h e em 27 de julho nasce em torno de 17h30. Isso faz com que se torne visível no céu, acima das paisagens, sem sacrifícios, a partir de 20h00. Como encontrar Marte? Se antes você olhava para o poente para ver Vênus e Mercúrio, agora Marte estará às suas costas, olhando-se para o leste. Não tem como errar. é o astro mais brilhante e amarelado a meia altura do horizonta ("um palmo" de altura com o braço bem esticado). Neste ano as órbitas da Terra e de Marte se aproximam, de tal forma que a maior proximidade acontecerá no dia 27 de julho. Aproveite para acompanhar Marte ao longo do ano, porque à medida que as órbitas começam a se afastar seu brilho será notadamente menor.

Júpiter: não tem como errar! É o astro superbrilhante acima de sua cabeça!!!!

Saturno: Esse vai ser um pouco mais difícil de ser distinguido. Se encontra entre Marte e Júpiter. é um astro com brilho médio, meio amareladinho. Ele fica mais difícil de ser distinguido pelo fato que sua coloração pode confundi-lo com a estrela Antares da constelação do Escorpião. Mas ao se olhar para o céu, após distinguir Júpiter e Marte faça o seguinte. Entre Marte e Júpiter teremos duas estrelas de brilho médio amarelado, uma mais próxima de Júpiter e outra mais próxima de Marte. A que estiver mais próxima de Marte é Saturno!!! Aparentemente, elas dividem a separação entre Marte e Júpiter em quase que em quatro partes iguais.

Elipse da Lua: no dia 27 de julho teremos um dos eclipses totais da Lua dos mais longos, pois ela cruzará a sombra da Terra quase que exatamente pelo seu diâmetro. Porém, a totalidade não será visível para nós, em Porto Alegre, pois a entrada na umbra (sombra) iniciará às 15h26; sua imersão na totalidade iniciará às 16h27; o centro do eclipse às 17h21; o fim da totalidade e início da saída da umbra às 18h13. A Lua terá saído totalmente da umbra às 19h17. Como a Lua nasce em torno de 17h46, nós a veremos nascendo saindo da totalidade. É lindo do mesmo jeito! Tenha às mãos uma boa câmara fotográfica.

Claro, só veremos tudo isso se as condições do tempo estiverem boas. Inicie a partir de hoje a localização dos cinco planetas visíveis e acompanhe suas evoluções no céu ao longo desses dias.

Se você quiser saber as condições do eclipse da Lua em sua cidade, mande um e-mail para nós, ou entre em contato através de Comentário, ao final deste texto.

Céu limpo para todos!


quarta-feira, 20 de junho de 2018

Show do por-do-sol em Porto Alegre

Após quase um ano sem publicações, nosso blog volta com força total. Para recomeçar, nada como presenciar um belo por-de-sol durante as atividades. As imagens abaixo, coletadas através de telefones celulares, iPhone e Androides, pelos professores Gomes, Bruscato e Asp Sabrina Richter, sem câmeras especiais, sem filtro e sem qualquer outro artifício mostram o lugar comum que confirma o dito que Porto Alegre tem o mais belo por-do-sol do mundo. Graças à presença de cristais de gelo e umidade na atmosfera, a natureza nos contempla com a beleza das fotografias que seguem. Todas as imagens foram tomadas a partir do Observatório Astronômico Didático Capitão Parobé, do CMPA, situado no bairro Santa Teresa, no pátio do 1º CTA.










Para completar o sucesso das observações, após anoitecer registramos imagens fabulosas da superfície rente ao terminador da lua-crescente obtidas com nosso telescópio Celestron 11 e câmera SBIG7. A nitidez das imagens ultrapassou nossas expetativas, uma vez que o céu estava impregnado de umidade formando um fog que tapava totalmente as estrelas e formando um halo de luminosidade em torno da Lua. As imagens que seguem cobrem uma área de campo visual de 8' de largura por 5' de altura, lembrando que o diâmetro angular da Lua se encontra em torno de 0,5º (30').