Informações técnicas


Este blog é dedicado à divulgação das atividades do Clube de Astronomia e do Observatório Astronômico Didático Capitão Parobé do Colégio Militar de Porto Alegre.

Localização

Rua Cleveland, 250, bairro Santa Tereza, Porto Alegre

Rio Grande do Sul – Brasil

30º03’55”SUL 51º13’04”OESTE

Altitude: 75m

Características óptico-físicas do telescópio Celestron C11

Sistema óptico: Catadióptrico Schmidt-Cassegrain; Abertura (D): 11pol (279,4mm); Distância focal do espelho primário(F): 110,2 pol (2799,1mm); Razão focal (número f) = F/D: f/10; Maior aumento útil: 660X; Menor aumento útil: 42X; Poder de resolução (s) = 11,6”/D: 0,42”; Resolução fotográfica: 200 linhas/mm; Poder de concentração de luz: 1593X; Magnitude visual limite m lim = 2,5 . log (D / 6,2) 2 + mVS: 14,7; Foco próximo com ocular: 60’; Foco próximo com câmera: 60’; Comprimento do tubo óptico: 25 pol (635,0mm); Massa: 27,5 libras (12,5kg).

Características óptico-físicas do telescópio Celestron CPC800

Sistema óptico: Catadióptrico Schimidt-Casegrain; Abertura: 8pol (203,2mm); Distância focal: 2032mm (80”); Número f: f/10; Maior aumento útil: 480X; Menor aumento útil: 29X; Poder de resolução: 0,57”; Resolução fotográfica: 200linhas/mm; Poder de concentração de luz: 843X; Magnitude visual limite: 14,7; Comprimento do tubo óptico: 17”; Massa: 42 libras (19,1kg).

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Radiações em uma viagem aérea

Os leitores regulares do site Spaceweather.com costumam seguir os relatos das viagens de Tony Phillips, o qual tem passado as últimas semanas viajando em jatos comercias através dos EUA indo para lá e para cá para participar de eventos em Washington DC. Além de sua bagagem usual, ele tem carregado um par de sensores de radiação a bordo. Viajando na classe econômica de um voo da US Airways de Reno a Phoenix em 11 de novembro, Phillips registrou doses de taxas de radiação que eram quase 30 vezes maiores que as taxas encontradas no solo. Em 15 de novembro ele colheu dados de uma jornada de retorno, voo 2407 da American Airlines de Washington DC para Chicago. Não foi bom.

A radiação que pode ser encontrada nesses voos são provenientes do espaço –isto é, raios cósmicos que penetram a atmosfera terrestre e atingem a profundidade atmosférica que corresponde à altitude da aviação comercial. No gráfico podemos ver como a altitude faz a diferença: a 39000 pés (12000m), o voo de Reno a Phoenix estava mais próximo do espaço e experimentamos o dobro de radiação daquele de DC para Chicago a 28000 pés (quase 9000m).

O sensor de radiação que Phillips usou para fazer essas medidas é do mesmo tipo daquele utilizado pelo grupo Earth to Sky Calculus e que normalmente voa a bordo de balões meteorológicos cheios de hélio para medir os raios cósmicos na estratosfera. Ele detecta raios-X e raios-gama na faixa de energia de 10keV a 20keV, quantidade de energia essas similares àquelas usadas em máquinas médicas de raios-X e scanners de segurança dos aeroportos.

Podemos então contextualizar esses dados comparando com os raios-X utilizados na medicina. Em apenas uma única hora de voo entre Reno e Phoenix em 11 de novembro os passageiros foram expostos à mesma quantidade de radiação com raios-X encontrada em um consultório dentário. Pode-se inferir que uma exposição desse tipo em um voo ocasional não é um bom negócio, mas a NASA aponta ainda que voos frequentes de 100.000 milhas ou mais pode acumular doses equivalentes a 20 raios-X de tórax ou 100 raios-X odontológicos. Todos com seu avental de chumbo?

Alguns especialistas que leram esses relatos no Spaceweather.com dizem que os raios-X e os raios-gama representam somente uma fração da radiação presente nas altitudes de cruzeiro da aviação. A dose verdadeira pode ser duplicada ou triplicada se considerarmos os nêutrons, um componente dos raios cósmicos muito bem conhecidos por serem especialmente ótimos para fornecer energia para os tecidos humanos.


Tradução, versão e adaptação livre de Luiz Carlos Gomes, a partir do endereço eletrônico http://spaceweather.com/archive.php?view=1&day=17&month=11&year=2014.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Escola de Veranópolis visita Observatório


No final da tarde do dia 10 de novembro de 2014 recebemos a visita de 23 alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Adriano Farina, de Veranópolis, RS. Esses alunos vieram acompanhados de três professores coordenados pela professora de Geografia Patrícia Bertoncello. Após chegarem, em torno de 19h00, o grupo acompanhou o entardecer de Porto Alegre  desde a vista do Morro Santa Tereza, onde se situa o Observatório. Aproveitamos a luz do dia para comentar sobre as atividades de astronomia que podem ser realizadas com a luz do Sol, ao contrário do que se pensa. Discutimos as razões do céu ser azul e o entardecer ser avermelhado, composição da atmosfera, sobre o Projeto Internacional Eratóstenes, que visa medir a circunferência da Terra utilizando dados obtidos com atividades dos alunos, o Projeto de Caça aos Asteroides, entre tantos.
Enquanto escurecia os alunos procuravam localizar as primeiras estrelas brilhantes da noite. Embora não estivesse uma noite limpa, livre de umidade e nuvens, pudemos localizar sem instrumentos a Via-Láctea e traçamos seu caminho unindo Alfa-Centauro, o Planeta Marte e Altair (Alfa Aquilae), tomando como referência Canopus, Archernar e Altair. Ainda sem instrumentos mostramos a constelação do Centauro, Escorpião, Sagitário e Águia. Utilizando o telescópio Celestron CPC80 observamos o planeta Marte.
Como última atividade, os alunos conheceram as instalações internas do Observatório: a sala de controle e palestras e o sítio de observação do Telescópio Celestron C11, assinaram a ata de presenças e retornaram às 21h00 para Veranópolis.



quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Sucesso da equipe brasileira na VI OLAA repercute em quase todo o Brasil

Os resultados alcançados pela equipe brasileira formada por quatro alunos e uma aluna na VI OLAA teve uma grande repercussão em quase toda a mídia brasileira. Para não perdermos o bonde da história, estamos publicando uma lista dos principais links que recebemos até a data de hoje.

















































































































sábado, 18 de outubro de 2014

Alunos do CMPA estão relacionados para participarem da pré-seleção para olimpíadas internacionais de astronomia em 2015

Após conquistarem medalhas na primeira fase da  XVII Olimpíada Brasileira de Astronomia (XVII OBA), realizada em maio deste ano, onze alunos do CMPA foram relacionados para participarem da pré-seleção visando as olimpíadas internacionais de astronomia de 2015. São eles:

- Adrisson Rogerio Samersla (Segundo Ano do EM)

Ana Paula Lopes Schuch  (Segundo Ano do EM)
Aruana Almeida  (Segundo Ano do EM)
Felipe André Bach Alves  (Segundo Ano do EM)
Gabriel Griep  (Terceiro Ano do EM)
- Gabriel Marins da Costa  (Terceiro Ano do EM)
Guilherme Martini Santiago  (Segundo Ano do EM)
- Pedro Costa Lima  (Segundo Ano do EM)
Pedro Henrique da Silva Dias  (Segundo Ano do EM)
- Thomas Vaitses Fontanari  (Terceiro Ano do EM)
Yohan Wyllian da Silva Garcia  (Terceiro Ano do EM)
A carta convite e lista completa dos 1000 selecionados de todo o Brasil se encontra disponível no link:
No período de pré-seleção os alunos participarão de três provas online como segue, de acordo com a carta-convite:
Primeira prova online, dia 23/11/14 (domingo).Quem não a fizer receberá automaticamente a nota zero.

Segunda prova online, dia 25/01/15 (domingo).Quem não a fizer receberá automaticamente a nota zero.

Terceira prova online, dia 01/03/15 (domingo).Quem não a fizer receberá automaticamente a nota zero.

PROVA PRESENCIAL EM ABRIL DE 2015 para os 100 mais bem classificados nas provas online,incluindo a nota obtida na prova da XVII OBA, segundo uma fórmula a ser divulgada.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Aluno do CMPA em Olimpíada Internacional de Astronomia no Uruguai


Desde o dia 10 de outubro o aluno Lucas Hagemaister, do Terceiro Ano do CMPA, se encontra na cidade de Minas, Uruguai, participando de olimpíada internacional de astronomia, ou mais precisamente, da VI Olimpíada Latino-Americana de Astronomia (VI OLAA). O aluno Hagemaister é um entre os 50 participantes provenientes de 10 países latino-americanos na VI OLAA.

A participação do aluno Hagemaister na VI OLAA se deve aos resultados obtidos na XVII Olimpíada Brasileira de Astronomia (XVII OBA) realizada em maio de 2013 nas dependências do CMPA. Naquela época, junto com mais onze alunos do CMPA, o aluno Hagemaister foi indicado para participar de atividades de pré-seleção para as olimpíadas internacionais de astronomia, num universo de 1000 (um mil) alunos de todo o Brasil. Numa primeira etapa de uma sequência de três provas realizadas online entre novembro de 2013 e fevereiro de 2014, foram selecionados, daquele total nacional, total 60 alunos, dos quais três eram do CMPA, a saber: Pedro da Silva Dias, Ana Paula Lopes Schuck e Lucas Hagemaister.

Esses 60 alunos participaram então, em março de 2014, em Barra do Piraí, RJ, de um encontro de estudos preparatórios para a prova finalíssima, que se ralizou na cidade de Passa Quatro, MG. Nessa última prova final, dos sessenta alunos, cinco foram selecionados para a International Olympiad of Astronomy and Astrophysics, na Romênia, outros cinco (dentre eles o aluno Hagemaister) para a Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e mais cinco suplentes (nos quais estava incluido o aluno Pedro Dias).

Acessando o site da VI OLAA, e conforme e-mail enviado pelo aluno, verificamos que entre vários passeios realizados pelo Uruguai, todas as provas já foram realizadas. E com grande satisfação e alegria acabamos de receber e-mail emocionado do Prof. Canalle nos relatando a situação final, onde o nosso aluno recebeu medalha de prata pelo seu desempenho geral e ganhou prêmio especial de MELHOR PROVA INDIVIDUAL, pois simplesmente gabaritou a prova individual:

" Caros Colegas,

É com grande satisfação que informe os resultados da VI Olimpíada Latino Americana de Astronomia e Astronáutica, VI OLAA, realizada aqui na cidade de MINAS, no Uruguai, entre o dia 10 e 16 de outubro.

Os alunos


Carolina Lima Guimaraes
Lucas Hagemaister

ganharam medalhas de prata.

Os Alunos


Rafael Charles Heringer Gomes
Romero Moreira Silva
Wagner Fonseca Rodrigues


Ganharam MEDALHAS DE OURO, 

mas as premiações não pararam aí.

Os cinco alunos


Carolina Lima Guimaraes
Lucas Hagemaister
Rafael Charles Heringer Gomes
Romero Moreira Silva
Wagner Fonseca Rodrigues

ganham o prêmio especial de MELHOR PROVA INDIVIDUAL, pois simplesmente gabaritaram a prova individual.

Além disso,

Rafael Charles Heringer Gomes ganhou também os prêmios especiais de

MELHOR PROVA EM GRUPO
E
MELHOR PROVA DE FOGUETES.

Mas ainda não acabou.

Carolina Lima Guimarães ganhou também o prêmio de

MELHOR COMPANHEIRA, 

eleita pelos alunos participantes.

Conclusão, esta equipe foi quem ganhou a maior quantidade de prêmios de todas as OLAAs, mas também foi a equipe que ganhou mais prêmios de todas as equipes de TODAS AS OLAAs. Ou seja, estão de parabéns, pois foram sensacionais. Certamente o treinamento dado por Gustavo, Eugênio, Thiago, Klafke, Bruna Senra, Leandro Farias e demais colaboradores da OBA e os seus professores em suas Escolas foi importante, porém a dedicação dos alunos foi fundamental.

Agradeço a todos que colaboraram com este sucesso.

Um abraço.

Prof. Canalle"

Foram vários meses, muitas tardes e finais de semana dedicados ao estudo da astronomia; muito cansaço e até tentativas de desistir de participar do evento, visto o acúmulo de responsabilidades que o aluno assumia com os afazeres do Colégio e outras obrigações. Queremos lembrar a bela noitada de lua-cheia do dia 7 de outubro, vésperas da partida para a VI OLAA, quando fizemos a última preparação do aluno nas dependências do Observatório Capitão Parobé. Nesse último contato, realmente vimos o potencial que o aluno Hagemaister apresentava pra até conseguir uma medalha de ouro, que, por detalhes próprios de um enfrentamento desse porte acabou não acontecendo. Mas estamos felizes não somente pelo que o Hagemaister conquistou, mas por ele ter participado de evento dessa magnitude como premiação de conclusão do Terceiro Ano, coroando o final de sua passagem pelo CMPA como uma recompensa por tudo que ele participou entre tantas atividades que o CMPA oferece aos seus alunos.


Por fim, queremos agradecer nominalmente ao Prof. Cap R/1 Bruscato, Ten Victor e Profa Gravina pela participação direta na preparação do aluno Hagemaister. Também agradecemos à Sub-Direção de Ensino, Supervisão Pedagógica, ao Comandante de Companhia ao Coordenador de Ano e a todos os professores do Terceiro Ano pela compreensão e e colaboração na preparação do aluno, quando esse precisou faltar a aulas e eventos do CMPA. Cabe aqui também um agradecimento à AACV por ter financiado a participação dos alunos e do professor-acompanhante, quando da fase em Barra do Piraí, RJ.
O aluno Hagemaister retornou a Porto Alegre na data de 17 de outubro, chegando no Aeroporto Internacional Salgado Filho às 21h50, sendo recebido pelos seus pais e os professores Luiz Carlos Gomes e Gentil Cesar Bruscato.

Parabéns, aluno Lucas Hagemaister!


Atualizando: Conquista do Brasil na VI OLAA foi notícia no G1. Veja: 

http://g1.globo.com/educacao/noticia/2014/10/brasil-ganha-tres-medalhas-de-ouro-em-olimpiada-latina-de-astronomia.html