Informações técnicas


Este blog é dedicado à divulgação das atividades do Clube de Astronomia e do Observatório Astronômico Didático Capitão Parobé do Colégio Militar de Porto Alegre.

Localização

Rua Cleveland, 250, bairro Santa Tereza, Porto Alegre

Rio Grande do Sul – Brasil

30º03’55”SUL 51º13’04”OESTE

Altitude: 75m

Características óptico-físicas do telescópio Celestron C11

Sistema óptico: Catadióptrico Schmidt-Cassegrain; Abertura (D): 11pol (279,4mm); Distância focal do espelho primário(F): 110,2 pol (2799,1mm); Razão focal (número f) = F/D: f/10; Maior aumento útil: 660X; Menor aumento útil: 42X; Poder de resolução (s) = 11,6”/D: 0,42”; Resolução fotográfica: 200 linhas/mm; Poder de concentração de luz: 1593X; Magnitude visual limite m lim = 2,5 . log (D / 6,2) 2 + mVS: 14,7; Foco próximo com ocular: 60’; Foco próximo com câmera: 60’; Comprimento do tubo óptico: 25 pol (635,0mm); Massa: 27,5 libras (12,5kg).

Características óptico-físicas do telescópio Celestron CPC800

Sistema óptico: Catadióptrico Schimidt-Casegrain; Abertura: 8pol (203,2mm); Distância focal: 2032mm (80”); Número f: f/10; Maior aumento útil: 480X; Menor aumento útil: 29X; Poder de resolução: 0,57”; Resolução fotográfica: 200linhas/mm; Poder de concentração de luz: 843X; Magnitude visual limite: 14,7; Comprimento do tubo óptico: 17”; Massa: 42 libras (19,1kg).

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Ocultação de Júpiter pela Lua no Natal: sucesso!

  
Na noite de ontem, 25 de dezembro de 2012, uma data emblemática, apreciamos mais uma ocultação de Júpiter pela Lua no ambiente do Observatório Astronômico Didático Capitão Parobé do Colégio Militar de Porto Alegre. Conforme divulgado nas redes sociais, foi um evento aberto ao público em geral. Os equipamentos foram montados no ambiente externo do Observatório, sobre o Círculo de Efemérides e pudemos acompanhar o evento desde antes de ele inciar propriamente, até o seu final, quando Júpiter emerge por detrás da Lua. Pelo nosso relógio Júpiter tangeu a Lua às 20h44 e ocultou-se totalmente às 20h46. O início de sua saída de por detrás do disco lunar ocorreu às 21h37, saindo totalmente às 21h39. O evento foi gravado diretamente a partir do telescópio Celestron CPC 08 utilizando câmera de CCD, observado por diferentes telescópios e lunetas e fotografado com câmera Canon EOS 1100D com teleobjetiva de 75 X 300 acoplada. Todas as imagens que ilustram essa reportagem foram obtidas com esses instrumentos, com exceção da imagem de Roberto Carlos*.
   O grande público que esperávamos não compareceu, pois tivemos que competir naquele horário com os aparelhos de ar-condionado das residências que arrefeciam o forte calor que reinava em Porto Alegre, beirando os 40 graus Celsius com sensação térmica na ordem do 50 graus Celsius, e com o especial do Roberto Carlos (que, aliás, sempre inspira "grandes emoções" e também é um grande "astro"). Mas mesmo assim, além dos coordenadores do evento, professor Luiz Carlos GOMES e Ten Gentil Cesar BRUSCATO, prestigiram o nosso evento a professora de biologia Letícia Ohmrich, seu marido Ricardo e sua esperta filhota Manoela, o ex-aluno Lucas Azeredo e seus pais e o aluno Lucas Hagemaister, que está se preparando para a pré-seleção para participar das Olimpíadas Internacionais de Astronomia.

* Os créditos para a  foto de Roberto Carlos que ilustra esta reportagem têm origem no endereço da internet: http://vejario.abril.com.br/especial/roberto-carlos-funk-melody-705109.shtml.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O mundo terminará em dezembro de 2012?


Esse mito não vai dar em nada, mas assusta as crianças e promove filme.
By Michael E. Bakich

            O mito de que o mundo vai acabar em dezembro de 2012 começou com alegações de que Nibiru, um planeta supostamente descoberto pelos sumérios, está se dirigindo para a Terra.  Zecharia Sitchin, que escreve ficções sobre a antiga civilização mesopotâmica da Suméria, afirmou em vários livros (por exemplo, O Décimo segundo Planeta, A Escada para o Céu, O Fim dos Dias) que ele foi encontrado e que a tradução de documentos sumérios antigos identificam esse planeta - Nibiru - orbitando o Sol a cada 3.600 anos. As fábulas sumérias de Sitchin incluem histórias de visita de astronautas alienígenas à Terra e de uma civilização alienígena chamada Anunnaki.
            Após o aparecimento desses livros, Nancy Lieder, uma auto-declarada mentalista, escreveu em seu site ZetaTalk que os habitantes de um planeta fictício que orbita a estrela Zeta Reticuli avisou que a Terra estava em perigo devido à presença de um planeta errante denominado Nibiru. A previsão disse que a colisão de Nibiru e da Terra ocorreria em maio de 2003.
            Como nada aconteceu naquele mês, os alarmantes postergaram a data do fim do mundo para dezembro de 2012. Só recentemente pessoas ligaram essas duas fábulas com o final da contagem do tempo maia de longa duração para o solstício de verão em 2012 - daí a data do fim do mundo previsto para 21 de dezembro de 2012.
            Nibiru é um nome na astrologia babilônia associado com o deus Marduk. Estudiosos da antiguidade mesopotâmia refutam o fato que Nibiru seja um planeta e que os Sumérios tivessem conhecimento dele. A Suméria foi uma grande civilização, mas eles deixaram poucos registros astronômicos. Eles não sabiam, por exemplo, que os planetas orbitavam em torno do Sol. Essa idéia somente surgiu na Grécia antiga, dois milênios após a queda do império sumério.
            Tem gente que diz que a NASA encontrou Nibiru em 1983 usando o satélite astronômico de infravermelho, o Infrared Astronomy Satellite (IRAS), que durante os dez meses que esteve em órbita catalogou 350.000 fontes de emissão na faixa do infravermelho, das quais a maioria dessas emissões já foram identificadas. Os astrônomos têm acompanhado essas emissões com instrumentos poderosos, tanto a partir de observatórios situados no solo quanto dos telescópios colocados em órbitas espaciais. O rumor sobre um décimo planeta veio à tona em 1984, após a publicação de um artigo na revista Astrophysical Journal Letters intitulado "Unidentified point sources in the IRAS minisurvey". Em 1987, cientistas publicaram que identificaram a origem desses misteriosos objetos como sendo galáxias distantes. Nenhuma das fontes de emissão detectadas pelo IRAS foi identificada como sendo um planeta. Para um astrônomo profissional as alegações persistentes sobre um planeta que esteja nas proximidades, mas invisível, são simplesmente ridículas.
            As afirmações de que um “Planeta X” seja Eris, são também absurdas. Eris é um dos muitos planetas-anões recentemente encontrados pelos astrônomos nas regiões mais externas do nosso Sistema Solar. Todos esses objetos nessa região percorrem órbitas regulares muito distantes da Terra. Eris é muito menor que a nossa Lua, e sua órbita nunca o aproximará da Terra para menos que 6,5 bilhões de quilômetros.
            Os seguidores da crença do mito da colisão de Nibiru com a Terra publicam fotos na internet que parecem mostrar o planeta. A grande maioria das fotos e vídeos mostram algumas silhuetas nas proximidades do Sol. Alguns proponentes acreditam que Nibiru encontra-se escondido por detrás do Sol desde muito anos no passado. As fotos na realidade mostraam imagens secundárias do Sol causadas pela reflexão interna das lentes. Os fotógrafos conhecem esses efeitos com o termo técnico de nominado “lens flares”.  Essas imagens aparecem no lado oposto ao do Sol, como se refletindo através do centro da imagem. O efeito de lens flare é especialmente óbvio em vídeos devido aos movimentos da câmera, pois a falsa imagem dança extamente na posição oposta da imagem real.
         Na falta de fatos, alguns partidários da colisão reinvindicam o fato que os governos estão escondendo os detalhes a respeito do assunto. Uh huh! Se Nibiru fosse real milhares de astrônomos de todo o mundo, profissionais e amadores, estaria em seu encalço agora.
           Apesar de tudo isso que sabemos sobre este mito, porque é que há tanta excitação, então? Quem está promovendo tais afirmações? A resposta parece ser simples: Columbia Pictures. Enquanto eu escrevo isto, a publicidade para o novo filme de Columbia de 2012, a ser lançado em novembro de 2009, está em toda parte. Trailer do filme mostra uma onda que quebra sobre o Himalaia, com as seguintes palavras: "Como irão os governos de nosso planeta preparar 6 bilhões de pessoas para o fim do mundo? [longa pausa] Eles não o farão. [longa pausa] Encontre a Verdade. Pesquisa do Google de 2012".
            Para o filme a Columbia criou um site científico falso  (www.instituteforhumancontinuity.org). Este site pertence a uma organização fictícia chamada de Instituto de Continuidade Humana (IHC). Segundo o site, a missão do IHC é a sobrevivência da humanidade.
            O site diz ainda que em 2004, os cientistas do IHC confirmaram com 94 por cento de certeza que o mundo seria destruído em 2012. OK, eu sou um cinéfilo de sci-fi. Vamos comprar os ingressos. Não compre o sensacionalismo de que o mundo vai acabar em 2012.


(Tradução livre, versão e adaptação de Luiz Carlos Gomes. Em http://www.astronomy.com/~/link.aspx?_id=FA4E3F64453B43E28A31B98285FA9C15&_z=z)

Por que o mundo não terminou ontem?



A NASA está tão segura que o mundo não acabará em 21 de dezembro de 2012,que até publicou
um artigo para o dia seguinte.

22 de dezembro de2012: Se você estiver este texto, isso significa uma coisa: o mundo não terminou ontem.

            De acordo com  o enunciado de uma antiga profecia maia, foi suposto que o mundo seria destruído em 21 de dezembro de 2012.
            Aparentemente isso não aconteceu.
            A coisa toda foi um equívoco desde o início”, disse Dr.John Carlson, diretor do Centro de Arqueoastronomia. “O calendário maia não termina em 21 de dezembro de 2012, e não existe profecia maia que prenuncie o fim do mundo naquela data”.
            A verdade, diz Carlson, é mais interessante que a ficção”.
            Carlson é um cientista pragmático – um radioastrônomo que se graduou estudando as galáxias distantes. Seu interesse pelo fenômeno de 2012 começou ainda no início dos anos 70, quando participou de um encontro da American Association for the Advancement of Science e aprendeu muito sobre a civilização perdida dos maias.
            Onde hoje se localiza a floresta tropical Mesoamericana, ali floresceu uma grande civilização. A sociedade maia construiu grandes cidades, templos e pirâmides gigantescas. No seu auge, por volta de 800 A.C. a população contava com mais de 2000 habitantes por milha quadrada nas cidades – comparável a cidades modernas como Los Angeles. Eles dominavam a astronomia e elaboraram uma escrita, e deixaram param trás muitos artefatos de construção e artesanato requintados.
            O que mais atraiu Carlson foi o senso expansivo de tempo dos maias. “Os maias usavam escalas de tempo idênticas às que hoje são correntemente utilizadas pelos astrônomos”, explica. “De acordo com nossa ciência, o Big Bang ocorreu há 17 bilhões de anos atrás. Existem datas e referências temporais nas ruuinas maias que se estendem para um bilhão de bilhão de vezes anterior àquela data”.
            O calendário maia foi elaborado para acompanhar longos intervalos de tempo. “É o sistema de calendários mais complexo jamais desenvolvido pela humanidade”.
            Escrito na tipografia moderna, o calendário maia lembra o aspecto de um odômetro de um automóvel. É um sistema de base 20 modificado no qual os dígitos flutuantes representam potências de 20 dias. Pelo fato dos dígitos rotarem, o calendário repete-se; essa repetição é a chave para o fenômeno de 2012.
            De acordo com a teologia maia, o mundo foi criado 5125 anos atrás, que na datação moderna poderíamos escrever como “11 de agosto de 3114 AC”.  Nessa época o calendário maia pode ser lido como 13.0.0.0.0.
            Em 21 de dezembro de 2012 esse número se repetirá: 13.0.0.0.0.
            Na expressão dos estudiosos dos maias, 13 Bak’tuns ou 13 vezes 144.000 dias decorrem entre as duas datas. Esse era um intervalo muito significativo na teologia maia, mas, reforça Carlson, não destrutivo. Nenhuma das milhares de ruínas, tabletes e menires que os arqueólogos têm examinado prevêem o fim do mundo.
            A ciência moderna corrobora. Especialistas da NASA recentemente se reuniram em um encontro promovido pelo Google para rever suas próoprias descobertas com o público.
            Don Yeomans, diretor do Programa da NASA Near-Earth Object Program, afirmou que não existem asteróides ou cometas conhecidos que estejam em rota de colisão com a Terra. Nem existe um planeta errante que se aproxima para nos destruir. "Se houvesse alguma coisa lá fora como um planeta se dirigindo para a Terra", disse o astrobiólogo da NASA David Morrison, "e se houvesse já seria um dos mais brilhantes objetos no céu. Todo mundo na Terra poderia vê-lo. Você não tem  necessidade de consultar o governo, deve apenas sair e procurar. Ele não está lá".
            Lika Guhathakurta, diretora do Living with a Star Program da NASA, diz que o nosso Sol não é uma ameaça. "O sol tem queimado por bilhões de anos - muito antes mesmo dos Maya existirem - e em nenhuma vez destruiu o mundo".
            "Nesta época de agora o Sol está se aproximando do máximo de seu ciclo de atividade de 11 anos", ela acrescentou, "mas este é o mais fraco ciclo solar dos últimos 50 anos. Relatórios ao contrário, são exagerados".
            O que pensaria um maia antigo sobre toda essa badalação? Carlson acredita que sabe a resposta. Se pudéssemos trazer um maia para os dias de hoje, ele diria que 21 de dezembro de 2012 é uma data muito importante. Os maias acreditavam que seus deuses que criaram o mundo 5.125 anos atrás iriam voltar. Um deles, em particular, uma divindade enigmática chamado K'uh Bolon Yokte ', iria conduzir velhos ritos de passagem, para colocar o espaço e o tempo em ordem, e regenerar o cosmos. "O mundo seria atualizada, não destruído”.
            Tenho esperado para ver essedia por mais de 30 anos”, diria.
            Para ele, "experimentar o 21 de dezembro de 2012" significa visitar a terra natal maia em Yucatán, e voltar para os píncaros da civilização maia, quando os seres humanos antigos contemplavam extensões de ordens de magnitude de tempo além dos horizontes modernos.

(Tradução livre, versão e adaptação de Luiz Carlos Gomes. Em http://science.nasa.gov/science-news/science-at-nasa/2012/14dec_yesterday/)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A ocultação de Júpiter pela Lua




Na noite de 28 de novembro de 2012 um grupo de mais de 30 pessoas compareceu ao Observatório Astronômico Didático Capitão Parobé para observar a ocultação de Júpiter pela Lua. Além dos coordenadores da atividade, Prof. Luiz Carlos GOMES, Prof. 1º Ten Gentil César BRUSCATO e Prof. 1º Ten VICTOR Bexiga Sardinha, compareceram ao local 27 alunos da graduação e da pós-graduação do Curso de Geografia da UFRGS, liderados pelo Prof. Nestor. As atividades iniciaram às 19h30 com o professor 1º Ten Victor ministrando um seminário com a participação dos alunos daquele curso. Nesse seminário os alunos foram confrontados a respeito da concepção da forma da órbita da Terra em torno do Sol, sua inclinação em relação à eclíptica e o consequente aparecimento das estações do ano. Durante todo o tempo das atividades foram utilizados materiais simples, tais como esferas de isopor, lâmpadas e desenhos feitos pelos alunos para ilustrar cada atividade. Essa atividade compôs também uma última etapa da participação desse profissional no GTTP 2012 (Galileu Teacher Training Project) realizado em Gramado de 23 a 26 de outubro. Após o seminário, a partir das 20h40, todos se deslocaram para a área externa Observatório, onde acompanharam o nascer da Lua e Júpiter, bem como a sequência de aproximação daquele planeta ao limbo da Lua e seu desaparecimento por trás do disco lunar utilizando telescópios, binóculos e mesmo a vista desarmada. Às 21h02 a borda do planeta tange a borda do disco lunar, desaparecendo por completo às 21h04. Enquanto o planeta deslocava-se por trás do disco lunar, o que demorou quase uma hora, aproveitamos para mostrar as dependências do Observatório e seus equipamentos. Fomos, nesse intervalo de tempo, também presenteados com a visão do deslocamento da Estação Espacial Internacional (ISS), que riscou o céu na direção SW – NE durante cinco minutos. Cabe lembrar ainda que a lua-cheia daquela noite era uma micro-Lua, isto é, era uma lua-cheia com o menor diâmetro visual aparente possível, devido encontrar-se no apogeo (ao contrário da super-Lua que aconteceu em maio, quando ela se encontrava no perigeo). Finalmente, às 22h08 o planeta Júpiter inicia seu reaparecimento, mostrando seu disco por completo às 22h10. Às 22h30 o grupo de alunos e professores visitantes deixou o local do Observatório sendo agraciados com um postal pra recordação do evento. Nossa avaliação final afirma que as atividades obtiveram sucesso e atingiram todos os objetivos propostos.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Pós-graduação de Geografia e História da UFRGS visitam Observatório

 
 Na noite do dia 07 de dezembro de 2012 o Observatório Cap Parobé recebeu a visita dos professores-alunos do curso de pós-graduação em Geografia e História da UFRGS. O grupo de 31 alunos foi coordenado pela Profa. Ligia Goulart e constou de recepção dos professores na área externa, localização geográfica dos pontos cardeais, identificação de aspectos geográficos de nossa cidade visíveis do Observatório, além de breve relato do histórico da trajetória de nosso trabalho.
    Os visitantes foram recebidos pelo Prof. 1º Ten Gentil César Bruscato e Prof. 1º Ten Victor Sardinha Bexiga, tendo este realizado, com o grupo de professores, atividade didática sobre as estações do ano e fases da Lua. Tendo como material auxiliar, lâmpada incandescente, esferas de isopor de diferentes tamanhos para representar a Terra e a Lua, montagem de simulação do sistema Sol-Terra-Lua. Durante a realização da oficina foram respondidas diversas perguntas sobre dúvidas dos visitantes quanto aos fenômenos da revolução e rotação da Terra e da Lua e precessão dos equinócios.
    Na sequência os professores-alunos foram aprsetnados aos equipamentos de observação do céu, como lunetas e telescópios, conheceram o sítio de observação onde uma das professoras presentes, que estava de aniversário, foi convidada a acionar o controle de abertura do teto.
    Ao final da atividades o Ten Victor entregou roteiro da atividade como subsídio para trabalho em sala de aula e texto motivador sobre a formação do professor. Como já é de praxe todos os visitantes foram agraciados com o postal do Observatório com o compromisso de serem também, divulgadores da Astronomia.
   



   

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A Terra como um grão de coentro




Na tarde do dia 29 de novembro de 2012, quinta-feira, os alunos do Clube de Astronomia do CMPA realizaram uma atividade com a intenção de melhor perceber o tamanho e as grandezas de nosso sistema planetário.
A oficina desenvolvida foi “A Terra como um grão de coentro”, onde os alunos construíram uma simulação do Sistema Solar, em escala de tamanho e em escala de distâncias, utilizando uma bola de plástico com 23 cm de diâmetro para representar o Sol e vegetais e grão de vegetais para representar os planetas. 

Para o desenvolvimento dos trabalhos foi confeccionado um roteiro explicativo contendo uma tabela onde os alunos calcularam qual a escala de distância de nosso sistema planetário usando a relação de 1mm para cada 6.000km. Após a determinação das distâncias dos planetas ao Sol em escala, foi distribuído aos alunos conjunto de grãos e vegetais para representar os planetas em escala aproximada de tamanho. Para propiciar ambiente de maior participação não foi determinado quais grãos correspondiam aos planetas. Ao final de breve discussão entre os alunos foram assim escolhidos os grãos: semente de chia para representar Mercúrio, semente de coentro para representar Vênus e Terra, semente de gergelim para representar Marte, uma noz para representar Júpiter, uma avelã para representar Saturno e dois amendoins representaram Urano e Netuno. Os demais corpos do nosso Sistema Solar não foram representados por se mostrarem muito pequenos frente a escala adotada. Para representar Plutão, por exemplo, seria necessário contar ao meio uma semente de chia.
Foi distribuído aos alunos recortes de cartolina onde os vegetais representando os planetas foram colados e nomeados. Sobre uma mesa foram colocados na ordem de afastamento do Sol, a bola de plástico e os recortes de cartolina para evidenciar a escala de tamanho de nosso sistema planetário.
Para a representação da escala de tamanho foi utilizado o Pátio Plácido de Castro, interno ao CMPA. A maior dimensão do pátio é de aproximadamente 140m. Foi colocada a bola de plástico representando o Sol, e partir deste os recortes de cartolina com os vegetais colados na ordem de afastamento dos planetas ali representados. A simulação da escala de distância parou no planeta Júpiter, que ficou, aproximadamente, 130m afastado do Sol.
Quando da distribuição dos recortes de cartolina ao longo do pátio, ao se chegar no grão de coentro que representa a Terra, os participantes da atividade avaliaram o ângulo visual com que era vista a bola que representa o Sol, no céu o Sol ocupa um ângulo visual de meio grau. Para tanto usaram a ponta dedo indicador que, com o braço totalmente estendido, ocupa 1 grau de ângulo visual. Avaliando com uma precisão aceitável neste trabalho de construção da simulação do sistema planetário em escala de tamanho e em escala de distância é de se esperar que a ponta do dedo indicador se sobreponha a bola que representa o Sol duas vezes, o que ocorreu com sucesso. Ainda no pátio do colégio foram distribuídos alunos e professor junto a cada um dos planetas representados, o que ajudou a evidenciar a escala de distância que envolve nosso sistema solar.




terça-feira, 27 de novembro de 2012

Júpiter será ocultado pela Lua na noite de 28 de novembro de 2012

   
Na noite do dia 28 de novembro de 2012 a Lua ocultará o planeta Júpiter. A ocultação do planeta iniciará às 21h00 e terminará em torno de 22h00. Será visivel a olho nu, mas com um inconveniente: A Lua nasce às 20h14, ficando muito baixa no horizonte leste, a mais ou menos 6º de altura. Provavelmente não se consiga enxergar o início da entrada de Júpiter sob o disco lunar, sendo muuito mais provável que enxerguemos sua saída, em torno de 22h00, quando o sistema Lua-Júpiter estará a 17º de altura no céu (o que, dependendo do cenário, ainda está muito baixo). A Lua estará cheia e Júpiter se encontra em oposição, significanco isso que os dois astros estão com seu brilho máximo de reflexão da luz do Sol para a Terra. Se o observador tiver às mãos um pequeno binóculo com aumento de 8 vezes, por exemplo, poderá ver os brilhos dos satélites de Júpiter também se ocultando. Aliás, será uma sequência de ocultações, contando que possamos ver também seus satélites nessa ocultação. 
   Como isso acontece? Tomemos o fato que a Lua e Júpiter nasçam juntos. Se a Lua fosse uma estrela, por exemplo, quase não notaríamos o seu deslocamento em relação a Júpiter ou às outras estrelas. Poderíamos até constatar que os dois desfilassem juntos pela abóbada celeste, sobre a linha da eclíptica. Na realidade, a Lua tem um movimento retrógrado (contrário ao movimento das estrelas) no qual viaja exatamente pelo espaço de um diâmetro seu em uma hora, isto é, 0,5º/hora. Assim, quando uma estrela qualquer do céu percorre 15º em uma hora, nesse mesmo tempo a Lua anda 14,5º, dado esse retardo a idéia do movimento retrógrado antes mencionado.
   O Clube de Astronomia do CMPA e o Observatório Astronômico Didático Capitão Parobé estarão facilitando a observação do fenômeno para a comunidade do CMPA, instalando nesse espaço seis telescópios e lunetas e dois binóculos para uso dos presentes. Participarão do evento alunos do curso de pós-graduação do Curso de Geografia da UFRGS.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Alunos do CMF visitam Observatório Capitão Parobé


   Na noite chuvosa de 22 de novembro de 2012 o Observatório Astronômico Didático Capitão Parobé recebeu a ilustre visita de um grupo de 43 alunos do 9º ano do Ensino Fundamental e três oficais do Colégio Militar de Fortaleza (CMF) que estão conhecendo as belezas de nosso estado. Chefiava a delegação o Cel Ronei, professor de Matemática do CMF.
   Apesar do tempo nublado e da leve chuva reinante aos alunos e professores do CMF foi apresentada a proposta de educação extra curricular trabalhada no Clube de Astronomia. Foram feitos comentários sobre algumas das atividades realizadas no Clube e ressaltou-se a importância do Observatório como poderosa ferramenta de motivação no processo de ensino e aprendizagem como um todo. Foramapresentadas as justificativas pela localização do Observatório com indicação dos pontos cardeais. Aspectos relativos à interferência que causa na observação do céu a umidade relativa do ar e a poluição luminosa das cidades foram vivenciados "ao vivo" e in loco.
  Apresentamos as instalações, o logotipo do Observatório, os telescópios CPC-800 e CPC-1100 com a câmera de CCD instalada, bem como os outros acessórios e equipamentos que estão sempre à disposição do público visitante.
   Ao final da visita, os visitantes foram agraciados com o cartão-postal comemorativo dos dez anos do do Observatório para levar como lembrança da visita e com a condição de contribuir na divulgação dos assuntos da astronomia, quando retornarem ao CMF.
 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Clube de Astronomia realiza palestra para alunos e professores da UCS Campus Bento Gonçalves


Na noite do dia 20 de novembro de 2012 os porfessores do Clube de Astronomia do CMPA, Luiz Carlos GOMES e 1º Ten Gentil Cesar BRUSCATO, realizaram palestra para mais de 40 alunos e professores do Curso de Geografia Física da Universidade de Caxias do Sul, Campus de Bento Gonçalves. A palestra, que iniciou às 19h45 e findou às 21h00 teve por título "O despertar pelo fascínio do universo: as contribuições da astronomia na escola" colocando como tema a motivação educacional para a organização de clubes de astronomia em escolas de ensino fundamental e médio. Foi apresentada uma sequência de slides que versavam sobre a história do Clube de Astronomia do CMPA, a história do Observatório Capitão Parobé e sugestões de páginas da internet para o estudo da astronomia, bem com uma discussão pedagógica sobre as finalidades, as intenções e a inserção de um clube de astronomia no rol de atividades extra-curriculares de uma escola. Após a palestra, no período entre 21h30 e 22h30 o público dirigiu-se para o pátio do prédio onde, orientados pelos professors Gomes e Bruscato, participaram de observações do céu utilizando o telescópio CPC-800 do CMPA. Numa noite de céu limpo e temperatura agradável, com grande espanto, alegria e emoção os alunos e professors puderam olhar para os acidentes geográficos do terminador da Lua (que nos apresentou um belo quarto-crescente), as plêiades, o planeta Júpiter e um olhar epecial para a estrela Canopus. A palestra constituiu evento de abertura da Semana Acadêmica do Curso de Geografia daquela Universidade.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

VIII Jornada Espacial - 1º Dia


Ten Victor, Al alff e Al Hagemaister,diretamente do Centro Tecnológico da Aeronaútica.
19 de novembro de 2012.

  Começamos a manhã de segunda feira nos deslocando para o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) onde fomos separados em dois grupos: Um composto por professores e outro por alunos, que deveriam participar de duas oficinas.
  A primeira oficina se tratava de uma palestra sobre o Contexto Histórico da Corrida Espacial. Nesta oficina, o Dr José Bezerra Pessoa Filho (IAE/DCTA) nos trouxe diversos aspectos relacionados aos motivos que conduziram o homem a se lançar no infinito do espaço,  impulsionados por guerras, desavenças raciais e uma incrível corrida tecnológica entre Estados Unidos e Rússia, encorpados pelos mais sábios cientistas do mundo.
  Na segunda oficina, o Dr Petrônio Noronha de Souza (AEB) nos brindou com uma bela palestra sobre os desafios de se construir Satélites e Plataformas Espaciais. Nesta oportunidade, pudemos conhecer e sentir orgulho do belo trabalho desempenhado pelos nossos cientistas.
  Na jornada da tarde fomos novamente distribuídos em dois grupos (alunos e professores). Neste momento, tivemos a oportunidade de realizar a Visita ao Centro de Visitantes, acompanhados da professora Mirian Vicente (IMPE). Nesta seção tivemos contato com maquetes de satélites e projetos de satélites realizados pelo Brasil ao longo de seus mais de 50 anos de história espacial.  Observamos também a localidade de diversas estações de pesquisa do INPE espalhadas por todo território nacional, bem como os objetivos bem definidos de nosso país em dominar esta nobre tecnologia.
  Por fim, acompanhados da professora Mirian Vicente realizamos uma Visita ao Laboratório de Integração e Testes, onde percebemos o imenso e refinado trabalho realizado por nossos cientistas nos diversos testes aplicados não só a satélites, mas também atendendo a solicitações de diversas empresar ligadas a desenvolvimento tecnológico no teste de seus equipamentos, servindo de referência em todo mundo quanto ao rigor, tecnologia e precisão neste belo trabalho.
Aguardamos ansiosos as próximas atividades do dia de amanhã!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

OBJETOS NO CÉU




Vênus
Por vezes temos a curiosidade de olhar para o céu, seja por ter no lá no alto uma Lua brilhante que chama nossa atenção, seja por alguém ter nos dito que havia alguma estrela notável, seja por estar ocorrendo uma conjunção de dois ou planetas que nos aparecem próximos, ou seja ainda por ser visível no céu a ISS (International Space Station) a Estação Espacial Internacional que orbita o planeta a uma altitude entre 380km a 400km, descrevendo uma volta na Terra a cada 90 minutos.
Júpiter
A visão desses objetos, para as pessoas que estudam o Universo, se reveste de importância especial pois percebemos lá o nosso conhecimento. Não há conhecimento nas luas de Júpiter, ou nas crateras da Lua, ou nas fases de Vênus, (O que? Vênus tem fases?), ou na constelação de Órion. Aqueles que estudam Astronomia é que “conhecem” as 62 luas de Júpiter, a Lua, Vênus, as “Três Marias” e tudo o mais de maravilhoso que existe neste infinito universo.
Agora imagine um professor de Física que tem para com os aspectos da Astronomia grande admiração e que considera, como já disse o grande astrônomo Carl Sagan, ...” a Astronomia como um exercício de humildade e formação de caráter”, que trabalha numa das mais renomadas instituições de ensino deste país ser brindado, à vista desarmada, com um verdadeiro espetáculo no céu sobre o CMPA.
ISS
Constelação de Órion
Na noite de 09 de março de 2012 o céu limpo permitiu as seguintes visões: logo após o pôr do sol próximo de 19h00, até 19h30, foi possível ver a conjunção Vênus-Júpiter com distância angular de 4º os quais mansamente foram desaparecendo por sobre o telhado Oeste do Velho Casarão; às 20h20 surge por trás do torreão, com Órion ao fundo, a brilhante ISS com magnitude -3,0, parecendo Júpiter movendo-se com incrível velocidade. Passados quatro minutos ela percorreu 40º de céu sendo então envolvida na sombra da Terra. No zênite apresentava-se a mais brilhante das estrelas de toda abóbada celeste, Sírius, que brilhava dominante. Difícil imaginar os quase nove anos luz que nos separam.  À nordeste, numa altura de 30º, reluzia firme o vermelho Marte, que fazia esplêndido contraste com a imensa Lua que surgia na face Leste do Pátio Plácido de Castro.
Sírius
E eu lá, parado bem no centro do Pátio Plácido de Castro, admirado com o múltiplo espetáculo celeste. Quem não entendeu muito a minha presença àquela hora da noite olhando o céu por memoráveis e inesquecíveis minutos foi a guarnição de serviço. Ao passar pelo portão de saída do CMPA, às 20h40, o comandante da guarda despediu-se com um desconfiado “bom descanso tenente”.
Marte
Na volta para casa, minha neta esperava curiosa para saber “Onde você foi vovô?” Conforme convém a uma pergunta simples, expliquei a ela que estava “olhando” o céu, no que me treplicou “Está mesmo bonito hoje.” Fiquei por alguns momentos saboreando a sensação do pouco, porém mais do que necessário conhecimento, que me faz entender a origem de tudo quanto compõem o que existe na Terra, sejam as pedras, as folhas, o tecido do sofá, os órgãos do ser humano, que tiveram seus elementos químicos forjados dentro de uma estrela.
Lua
O conhecimento é algo sensacional
PS 1: Durante os minutos de observação pensei em ligar para um amigo meu, também encantado com a Astronomia e perguntar a ele se estava vendo o espetáculo celeste, mas em pouco tempo desisti de fazer a ligação. Seria uma decepção caso ele não pudesse olhar o céu.
PS 2: Demorei a postar o que já havia escrito no próprio dia da observação, 09 de março de 2012. Antes tarde do que nunca.

Porto Alegre-RS, 16 de novembro de 2012
Gentil César Bruscato – 1º Ten
 Observatório Astronômico Didático Capitão Parobé