Informações técnicas


Este blog é dedicado à divulgação das atividades do Clube de Astronomia e do Observatório Astronômico Didático Capitão Parobé do Colégio Militar de Porto Alegre.

Localização

Rua Cleveland, 250, bairro Santa Tereza, Porto Alegre

Rio Grande do Sul – Brasil

30º03’55”SUL 51º13’04”OESTE

Altitude: 75m

Características óptico-físicas do telescópio Celestron C11

Sistema óptico: Catadióptrico Schmidt-Cassegrain; Abertura (D): 11pol (279,4mm); Distância focal do espelho primário(F): 110,2 pol (2799,1mm); Razão focal (número f) = F/D: f/10; Maior aumento útil: 660X; Menor aumento útil: 42X; Poder de resolução (s) = 11,6”/D: 0,42”; Resolução fotográfica: 200 linhas/mm; Poder de concentração de luz: 1593X; Magnitude visual limite m lim = 2,5 . log (D / 6,2) 2 + mVS: 14,7; Foco próximo com ocular: 60’; Foco próximo com câmera: 60’; Comprimento do tubo óptico: 25 pol (635,0mm); Massa: 27,5 libras (12,5kg).

Características óptico-físicas do telescópio Celestron CPC800

Sistema óptico: Catadióptrico Schimidt-Casegrain; Abertura: 8pol (203,2mm); Distância focal: 2032mm (80”); Número f: f/10; Maior aumento útil: 480X; Menor aumento útil: 29X; Poder de resolução: 0,57”; Resolução fotográfica: 200linhas/mm; Poder de concentração de luz: 843X; Magnitude visual limite: 14,7; Comprimento do tubo óptico: 17”; Massa: 42 libras (19,1kg).

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Vêm aí três superluas em série

Julho 10, 2014: Em junho do ano passado uma lua-cheia ocupou as manchetes. A mídia jornalística chamou aquela lua de “superlua” pelo fato de ela estar 14% maior e 30% mais brilhante que qualquer outra lua-cheia de 2013. Pelo mundo, as pessoas saíram para as ruas para admirarem sua luminosidade.  Se as pessoas se admiraram de uma superlua brilhante, o que falar de três...? As luas-cheias dos dias 12 de julho de 2014, 10 de agosto e 9 de setembro serão todas superluas.

O termo científico correto para esse fenômeno é “lua do perigeo”. As luas-cheias variam em tamanho devido a forma da órbita lunar, que é oval. A Lua percorre sua trajetória em torno da Terra obedecendo a forma elíptica com um de seus pontos (“perigeo”) em torno de 50.000 quilômetros mais próximo que o outro ponto mais afastado (“apogeo”). As luas-cheias que ocorrem no perigeo parecem ter um tamanho e um brilho extra. E essa coincidência acontece três vezes em 2014. Em 12 de julho e 9 de setembro a Lua aparece cheia no mesmo dia em que ocorre o perigeo, mas não na mesma hora do perigeo. Em 10 de agosto ela aparece cheia na mesma hora em que se encontra no perigeo –alegadamente formando uma superlua extra.

Pode parecer que tal sequência de três superluas deva ser raro. Nada disso, diz Geoff Chester do US Naval Observatory.
“Falando de maneira geral, as luas-cheias aparecem perto do perigeo a cada 13 meses e 18 dias, portanto não é nada extraordinário”, diz ele. “De fato, no ano passado tivemos três luas-cheias no perigeo, em série, mas somente uma foi noticiada sensacionalisticamente”.

Na prática, nem sempre é fácil notar a diferença entre uma superlua e uma lua-cheia ordinária. Uma diferença de 30% no brilho pode muito bem ser ocultada por nuvens e neblina. Além disso, não existem réguas flutuando no céu para medirmos os diâmetros lunares. Quando a lua se sobrepõe no céu, muito acima do horizonte sem pontos de referência para nos dar uma escala comparativa com outros cenários, a lua-cheia parece ter o mesmo tamanho como o de qualquer outra.

Chester espera que a maioria das reportagens sobre as luas gigantes deste inverno sejam ... ilusórias.

“A ‘ilusão da lua’ é provavelmente aquela que faz as pessoas lembrarem deste conjunto de luas-cheias que estão por vir, mais que a visualização real da Lua”, disse.

A “ilusão da lua” ocorre quando a Lua se encontra perto do horizonte. Por razões ainda não plenamente entendidas pelos astrônomos e pelos psicólogos, as luas-nascentes aparecem falsamente grandes quando aparecem radiantes entre as árvores, edifícios e outros objetos da paisagem terrestre. Quando a “ilusão da lua” amplifica uma Lua no perigeo, o astro inchado no nascente ou poente pode ser visto como súper na verdade.

“Garanto que muitos pensarão que será a maior Lua já vista se ela for vista ainda no horizonte, porque a mídia estará toda orientada para prestar atenção para este caso particular”, diz Chester.

“Há uma parte em mim que deseja que esta ‘superlua’ realmente possa ser percebida no céu, assim como a ‘lua de sangue’ que acompanhou o mais recente eclipse lunar, porque junto a isso existe uma tendência de se propagar uma gama de falsas informações”, admite Chester. “Contudo, isso leva as pessoas a saírem de dentro dos seus recintos e olhar para o céu, quem sabe tornando-os mais interessados na astronomia, isso sim seria uma boa coisa”.

Na verdade, é mesmo.

Anote na sua agenda:--12 de julho, 10 de agosto e 9 de setembro –e aprecie um superluar.

Creditos:
Author: Dr. Tony Phillips Production editor: Dr. Tony Phillips | Credit: Science@NASA


Tradução, versão e adaptação livre de Luiz Carlos Gomes, em 11/07/2014, a partir do endereço http://science.nasa.gov/science-news/science-at-nasa/2014/10jul_supermoons/.

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